A SBC participou, em junho, de mais uma etapa de inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026. A atividade foi realizada na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, e integra o Ciclo de Transparência Democrática promovido pela Justiça Eleitoral.
Representando a SBC, os pesquisadores André Ricardo Abed Grégio, coordenador da equipe, João Ribeiro Andreotti e Raphael Kaviak Machnicki, todos da Universidade Federal do Paraná, analisaram os softwares que compõem o ecossistema das urnas eletrônicas, incluindo sistemas operacionais, programas de votação, módulos de transmissão e totalização de dados, além dos mecanismos de criptografia responsáveis por garantir a segurança e o sigilo do voto.
A abertura dos códigos-fonte para inspeção por entidades fiscalizadoras é prevista na legislação eleitoral e, desde 2021, ocorre com um ano de antecedência em relação ao pleito, ampliando o período disponível para que especialistas realizem análises técnicas e contribuam para o aprimoramento contínuo dos sistemas eleitorais.
Para o coordenador da equipe da SBC, André Ricardo Abed Grégio, a iniciativa fortalece a transparência e a confiança no processo democrático. “Tenho visto, ao longo dos anos, uma abertura cada vez maior e defendo que isso é muito importante para o processo democrático”, afirmou.
O pesquisador também destacou o elevado nível tecnológico do sistema brasileiro de votação. “Eu diria que é o sistema mais sofisticado do mundo quando se trata de eleições. A abertura dos códigos para pesquisadores e especialistas é fundamental para verificar os processos e promover melhorias contínuas”, ressaltou.
As inspeções dos códigos-fonte permanecem abertas até setembro de 2026, quando ocorrerá a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas, etapa que antecede a distribuição dos softwares aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para a realização das Eleições Gerais de 2026.
